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3.4.07

LUBANGO - CAPITAL DO PLANALTO DA HUÍLA - E ARREDORES



















As montanhas do Lubango vistas da Mitcha. Se as fotografias forem colocadas umas ao lado das outras, seguindo a ordem da exposição, olhar-se-á em redor da cidade. 2002.

4 comentários:

Valério Guerra disse...

LUBANGO

Quem conhece o Lubango,
a Serra, o Planalto,
sabe o aroma do oxigénio,
como ele entra pelos poros
e fica... fica eternamente,
numa buganvília que vemos,
num muro branco com sombra
caprichada pelos ventos

e, a paisagem
- longas margens dos braços,
intrinca na alma aquela imagem,
com tão fortes laços,

que a saudade não é saudade
sem nuvens brancas de alimento,
sem águas a cair de verdade
- não de sofrimento,

mas da feliz ocasião
em que se beijou aquele chão!

Okawa Ryuko disse...

Olá! Obrigada por mais este comentário-poema!

Valério Guerra disse...

Imagino, só imagino,
os tchiriquatas e os ótchi-ila
num chilrear frenético
quando chegaram os brancos
- eles próprios um andrajoso séquito,
com a pele cozida do sol
e as lágrimas lavadas pela chuva,
com o pó a esgotar o sonho
e as dores, se não eram frio granizo,
eram um monstro medonho
que os consumia em prejuizo
da lenda perseguida:

... havia uma Serra,
e para lá dela,
o olhar nunca vira terra
nem água nem gente tão bela...

Imagino os ótchi-ila,
por aqueles dias de então,
quando o que havia de Huíla
era sonho no coração!

Okawa Ryuko disse...

Reitero os meus agradecimentos anteriores!Toda essa odisseia está maravilhosamente descrita numa obra chamada "Senhores do Sol e do Vento" do Tchicoronho José Bento Duarte.